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O XXII Prêmio Estadual Ideal Clube de Literatura – 2022, Prêmio José Telles, promovido pelo Ideal Clube e chancelado pela Academia Cearense de Letras, foi instituído para incentivar, mediante concurso, a criação literária, nesta edição no gênero POESIA, sendo regido pelas cláusulas e condições aqui discriminadas.

regulamento

I. DAS INSCRIÇÕES

a) Poderão inscrever-se candidatos cearenses, residentes em qualquer parte do território nacional, e não cearenses residentes no Estado do Ceará;
b) Os textos deverão ser absolutamente inéditos e escritos em Língua Portuguesa, pois, uma vez já publicados, quer o todo ou uma parte, implicará o fato sua eliminação a qualquer tempo do certame;
c) Cada trabalho deverá ser apresentado em via digital com seguintes configurações; em formato A4 (210mm x 297), com uso da fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento entrelinhas "simples", tendo todas as páginas numeradas, em número máximo de 4 (quatro) para cada POEMA; o obrigatório pseudônimo do Autor deverá ser posto ACIMA do TÍTULO do POEMA.
d) Os concorrentes já inscritos em edições anteriores do Prêmio  Ideal Clube de Literatura não poderão usar neste os pseudônimos já utilizados;
e) Cada participante poderá inscrever no máximo (2) POEMAS, com o máximo de 4 (quatro) laudas cada um.
f) É vedada a inclusão – sob pena de eliminação do candidato – de qualquer elemento que permita a identificação do autor;


II. DA CLASSIFICAÇÃO E PREMIAÇÃO

a) A Comissão, em seu julgamento final, selecionará o autor classificado em 1º lugar, e este receberá o prêmio de R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
b) A Comissão Julgadora escolherá mais 15 (quinze) concorrentes, que receberão Diploma de Menção Honrosa, bem como um prêmio de R$ 1.000 (mil reais) cada um; - neste caso, não haverá classificação.
c)  O Ideal Clube publicará o livro “Coletânea”, contendo os trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora, na quantidade por esta determinada;
d) Cada autor que tiver seu trabalho inserido nesse livro receberá  exemplares dessa publicação, como direitos autorais inerentes à publicação da obra que não será comercializada, mas distribuída gratuitamente a Bibliotecas e a Agremiações Culturais.

III. LOCAL E PRAZO

a) As inscrições estarão abertas de 21 de junho de 2022 a 19 de agosto de 2022, (no seguinte endereço: www.idealclube.com.br)

IV. COMISSÃO JULGADORA – PRAZO

a) A Comissão Julgadora será composta por 3 (três) intelectuais de nomeada, sendo os seus nomes mantidos em sigilo até a data da proclamação dos vencedores;
b) As decisões da Comissão Julgadora serão irrevogáveis;
c) A Comissão Julgadora receberá todos os trabalhos inscritos, na área do concurso, POESIA, no dia 23 de agosto de 2022;
d) A Comissão Julgadora entregará, no dia 16 de setembro de 2022, à Diretoria de Cultura e Arte do Ideal Clube, os resultados do Prêmio.

V. PROCLAMAÇÃO DOS RESULTADOS E ENTREGA DOS PRÊMIOS

a)Os vencedores do presente concurso serão conhecidos e proclamados no dia 10 de novembro de 2022, em solenidade a ser realizada no Salão Nobre Édson Queiroz, no Ideal Clube, às 19h30mim, para a entrega dos prêmios e a distribuição da Coletânea aos seus respectivos autores;
b)Nessa ocasião, será outorgada a Comenda Mérito Cultural Ideal Clube a uma personalidade de nosso Estado, como reconhecimento a inestimáveis serviços prestados às artes e à cultura de nosso povo;
c)Haverá, ainda, o sorteio de uma obra de arte entre todos os presentes à totalidade do evento; para tanto, à medida que forem adentrando ao Salão, todos devem ficar atentos à distribuição de uma senha para o posterior sorteio;
d) O encerramento da festa dar-se-á com um coquetel oferecido pelo Ideal Clube aos presentes.

VI. DISPOSIÇÕS FINAIS

a) Os trabalhos inscritos nesse concurso, no gênero POESIA, não serão devolvidos;
b) Os prêmios, sob nenhuma hipótese, serão divididos, devendo a Comissão Julgadora, por unanimidade ou por maioria simples, definir-se pelos vencedores;
c) A inscrição do candidato e a entrega dos trabalhos subtendem o conhecimento e aceitação deste regulamento, bem como a autorização para a publicação dos mesmos, caso selecionados, no livro “Coletânea”.
d) Os membros do Conselho Curador de Cultura, a Diretoria do Clube e seus dependentes, bem como os dirigentes das entidades que prestam Apoio Institucional à nossa entidade ficam expressamente proibidos de participar desse concurso;
e) Os casos omissos serão resolvidos pelo Presidente do Ideal Clube, ouvidos a Diretoria e o Conselho Curador de Cultura, os quais não poderão, entretanto, alterar as normas aqui instituídas;
f) A entrega do “Curriculum é obrigatória e deve seguir o modelo posto ao final deste Regulamento;
g) A ausência dos premiados, (salvo por motivo de força maior devidamente comprovado) seja em primeiro lugar ou em menção honrosa, na Solenidade do Prêmio, implicará sua sumária desclassificação; para tanto, haverá textos previamente selecionados pela Comissão Julgadora, para que seja feita, no mesmo instante da entrega dos prêmios, a devida substituição.

VII. MAIS INFORMAÇÕES

a) Site do Ideal Clube: www.idealclube.com.br
b) Redes Sociais do Ideal Clube: Instagram, Facebook e Youtube

VIII. MODELO DE CURRICULUM

– A FORMA É OBRGATÓRIA, POIS INTEGRARÁ A EDITORAÇÃO DO LIVRO (fonte Times New Roman, tamanho 12)

CARLOS DRUMMOND DE MELO NETO (Pseudônimo: Dunas do Ceará)
nasceu em Fortaleza em 1998. Cursou o Ensino Médio no Liceu do Ceará e, atualmente, é aluno do Curso de Direito da UFC. Além da poesia, dedica-se ao conto. É apreciador de música e das artes plásticas. Já publicou textos em jornais e revistas de nossa cidade. Seus autores preferidos são Francisco Carvalho, Caio Porfírio Carneiro e José Alcides Pinto.

IX. PS:

 

a) Trata-se apenas de um modelo, o conteúdo é inerente a cada individualidade. O candidato deve seguir as normas do modelo: o nome completo em CAIXA ALTA, seguido pelo (Pseudônimo), assim, entre parêntese, e apenas o P maiúsculo, com o restante das informações. Tudo posto em 5 (cinco) linhas – completas ou um pouco além da metade da linha, na fonte Times New Roman; e o corpo 12, com espaço duplo.

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quem foi josé telles

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O médico e o poeta. José Telles, foi um dos nomes mais destacados do cenário literário local, integrante da Academia Cearense de Letras, autor de vários livros, animador e protagonista de nosso contexto artístico e cultural.

Despedindo-se aos 73 anos, José Telles deixa um expressivo legado de contribuições à literatura cearense, também atuando como articulador para que mais nomes se lançassem às lides literárias. Incentivou seus colegas médicos a também publicar trabalhos literários e foi diretor cultural no Ideal Clube, além de integrante da Sociedade Brasileiras de Médicos Escritores (Sobrames), apontando que a proximidade com a dor humana leva muitos dos profissionais de saúde a se tornarem escritores, como forma de catarse.

 

Poeta desde a adolescência, após os 50 anos começou a publicar livros, passando então a lançar novos trabalhos com frequência. “Silhueta das Areias”, “O Lacre do Silêncio”, “Ventanias dos Girassóis”, “Autofagia”, “Odor de Mistério”, “Acrofobia”, “O Poeta e a Rosa”, “O Cio das Palavras”, “Balada do Amanhecer”, “In Vino Veritas”, “Dilema dos Encontros” e “O Solo das Chuvas” são alguns dos títulos que ficam como inestimável legado. 

José Telles nasceu 12 de março de 1943, um praiano da vila Bitupitá, entre duas dunas semoventes e manguezais movediços. Desde cedo soube que as vírgulas respiram, os pontos calam, os apostos se declaram. Por esse e outros vieses soube ser herdeiro de fragmentos hipocráticos legendados na mitológica ilha de Cós. E mais, entre o sonho e o mito, soube cortejar as temíveis Parcas (Cloto, Láquesis e Átropo) para ter vida longa e um dia ser amante da poesia. Bitupitá era uma saudade exposta do jeito que o gosto gosta e onde sua insônia se debruçava em uma infância amorenada e doce. "É a vila por onde aporto, esteja vivo, esteja morto", dizia o poeta.

Certa vez, em uma entrevista, foi-lhe perguntado o que era a vida, Telles disse:

"Ah, vida! As vezes penso que somos pobres buscadores do absoluto, mas me contenho. Minha postura hipercinética, vez outra, dentro da dúvida é meu jeito de viver. Sou apaixonado por amigos e gosto de servir, apouca-me ser o favorecido, apraz-me a doação. Ora, já somos donos da mais bela matriz da natureza – a vida. Frui-la é mister. Deixe a vida invadir seu corpo, sua alma, seu nexo, seu sexo. Não necessitamos de uma saúde bíblica, gastemo-la com pequenas poções de prósperos pecados. Pense! Em nossas introspecções, descubramos a vida que há no silêncio, na porta que espia nossa nudez de boca aberta, no por do sol que se repete intenso à nossa indiferença, no gesto da mulher amada, ou na lágrima que invade de amores a pupila apaixonada. Ponha tudo isso à mesa, e sirva-se de saudade, amor e vida."